SÍNDROME DO PÂNICO

Um fenômeno de corpo e alma tratada sob novo paradigma

 As pessoas acometidas por este “fenômeno” são e sempre foram normais na sua maioria e desempenham atividades habituais, isto é, trabalham, estudam etc., mas de repente começam a sentir uma forte sensação de desconforto no peito, o coração dispara, falta-lhes o ar, sentem-se afogadas ou sufocadas, a vista se turva ou fica atrapalhada, sentem tonturas, formigamento, sensação de calor ou frio, mãos transpirando, desconforto no estômago e intestino, enjôo, palidez e rubor do pescoço e face, cansaço geral, sensação de irrealidade e estranheza.

Além dos sintomas surgem as fantasias pessoais, tais como: acho que vou morrer, vou ter um colapso cardíaco, vou ficar louco, perder o controle, desmaiar etc. Para o indivíduo com esta problemática, tais sintomas e fantasias parecem nunca ter fim e os minutos parecem horas; no entanto, se ele observar bem, irá perceber que o tempo de crise dura entre 10 e 30 minutos no máximo e não há muito que se possa fazer durante ela.

Muita teoria se tem levantado para explicar este conjunto de fenômenos, começando pela causa genética; (pais ansiosos), psicológicas (ansiedade de separação), decorrências do sistema nervoso, (disfunção dos neuro-receptores ou neuro-transmissores, bem como, descarga de nor-adrenalina no sangue) ou ainda stress emocional e físico etc.

Na prática, a bem da verdade, se fez necessário mudar o paradigma da compreensão das origens destes fenômenos psicossomáticos, pois se começou perceber que na maioria das causas alegadas acima para justificar os sintomas, na realidade, eram conseqüências e efeitos e não causa, pois as razões que disparavam os ataques de pânico encontravam-se na historia do individuo e não se enquadravam nos critérios das pesquisas tradicionais (ditas científicas).

É interessante e curioso ainda notar que indivíduos que possuem os fenômenos ditos mediúnicos ou paranormais, podem apresentar os mesmos sintomas provocados pela “Síndrome do Pânico”. Com isto, muitos deles têm sido encaminhados a vários “centros”, porém sem sucesso, pois necessariamente “Síndrome do Pânico” não implica em mediunidade (da maneira como é entendida por tais entidades religiosas), mas ambos sentem-se saindo do corpo ou mais ou menos fora dele que lhes dá a mesma sensação de irrealidade e estranheza.

Na nova maneira de entender este fenômeno é que ele não é tão somente uma anomalia física, psicológica ou espiritual, na realidade reúne várias dimensões do homem e, num processo com características muito individuais.

A pesquisa baseada na pratica, vem confirmando que os sintomas são a representação da expressão corporal de uma memória traumática, contida no inconsciente (alma) que só se reproduz no corpo, porem não passa pela consciência, provocando no individuo uma ansiedade exacerbada.

As causas que provocaram as crises de pânico (hereditárias ou do próprio individuo) são mais fáceis de eliminar do que, os efeitos psicológicos causados pelos Ataques de Pânico, pois levam o individuo a não se acreditar mais ser capaz de superar seus medos e estar livre de um novo ataque e com passar do tempo ele se torna cada vez mais inseguro e amedrontado.

A intensidade dos sintomas durante um ataque são tão marcantes que funcionam como uma verdadeira lavagem cerebral, deixando o sujeito totalmente condicionado a ter pavor de tornar a sentir medo.  Por isso é importante buscar o tratamento logo no inicio das crises, pois isto encurta o tempo de tratamento.


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OSVALDO RIBEIRO FILHO
Psicólogo CRP 06/6138